terça-feira, 21 de outubro de 2008

COMO ESCREVI O ARTIGO

Nada é mais difícil prá mim do que escrever. Porém quando decidi entrar na faculdade foi justamente para me reconciliar com a escrita, produzir textos, e elaborar meus pensamentos. Pois bem, essas tentativas tem me causado crises, principalmente por que não estou estudando como deveria para a melhora de minha escrita. A primeira dificuldade que encontrei ao escrever o artigo foi a escolha do tema, fiquei uma semana pensando o que realmente queria dizer.

Márcia nos orientou em sala de aula para pesquisarmos palavras relacionadas ao tema do artigo, e esse foi o meu primeiro passo. Pesquisei a palavra “contágio” que escolhi como tema para desenvolver a relação entre professor e aluno. Desapeguei-me ao encontrar o significado dessa palavra, mas, resolvi considerar que fui contagiada pelo personagem “Palmirinho” e o segundo passo foi pesquisar sobre o gênero comédia até encontrar a definição de cômico. Fui ampliando minha consciência acerca da importância desse gênero que causa o riso. Definido o tema; “O riso em sala de aula”, o terceiro passo foi escrever. Escrevia o que vinha à mente, depois reescrevi e pedi para meu namorado ler. Ele questionou o uso de palavras conceitos como “sistema” e a linearidade do texto. Essas palavras foram substituídas por outras pesquisadas no dicionário. Quanto à linearidade foi mais difícil. Separei os parágrafos tal como peças de um quebra cabeça e fui remontando meu texto, o que estava como o primeiro parágrafo acabou sendo o último.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ARTIGO

É possível fazer uma analogia entre professores e artistas circenses. Ali, o professor, no centro da sala de aula, figura por vezes como domador, palhaço, equilibrista, malabarista, ou mesmo como uma Fera. O professor está sempre apresentando seus números, captando a atenção dos alunos, numa aula que transcorre sobretudo como uma tentativa, de sua aula dar certo. O universo do professor lembra o circense, no sentido em que reúne um conjunto de competências e habilidades, que vão além da simples posse de um conhecimento.

No espetáculo teatral “Circo do Seu Lé”, acontecem inúmeras peripécias que demonstram a inventividade e otimismo humano. O enredo conta a estória de um circo cujo o dono chama-se “Seu Lé”. Esse circo passa por grandes dificuldades, à beira de fechar. No espetáculo o público é o alvo do riso, é por meio do riso que os atores estabelecem uma comunicação direta com o público, e incentiva sua participação ativa. O riso é como um diálogo, só acontece na relação com outra pessoa. E da mesma maneira que o sono revigora nosso corpo, o riso revigora nossa alma, essa analogia é explícita, no que diz respeito à importância do humor no homem. Poucas são as explosões de risadas espontâneas numa sala de aula, tanto de alunos, como de professores, afinal há de se estabelecer uma ordem que possibilite a transmissão efetiva do conteúdo programático. No entanto, são as quebras de continuidade numa aula linear, que figuram como grande ferramenta para reativar a atenção dos alunos. É dessa quebra de linearidade, que no caso do espetáculo acima comentado, pode ser representado pela interação dos atores com o público, que há uma retomada do envolvimento dos alunos, num nível que os coloca dentro de uma perspectiva mais ativa. Compreendo que a própria liberdade com o qual um professor pode interagir com a classe, e receber desta uma interação igualmente espontânea, contribui para prerrogativa educacional de liberdade de expressão.

A formalidade e a rigidez muitas vezes são características verticalizantes, produtos de uma suposta austeridade educacional. Porém, é função da educação justamente o despertar do pensamento crítico. Mas e o os professores que refletem e cultivam esse espírito crítico, como lidam com as expressões espontâneas de um aluno em sala de aula? Sejam elas carregadas de alegria, raiva tristeza etc.

Inúmeras respostas são possíveis, mas, retornando ao personagem “Seu Lé”, que tenta com humor e criatividade fazer com que as “aulas” dêem certo, é possível concluir que há grande possibilidade dentro de uma aula menos formal, estabelecer uma relação permeável entre professor e aluno. Um encontro com alunos pode ser tão divertido e intenso quanto ir ao circo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

CIRQUINHO À MODA ANTIGA

























O espetáculo teatral “Circo do seu Lé”, que esteve em cartaz no Teatro Alfa em Setembro de 2008, teve direção e concepção de Marcelo Zurawski, músico- ator já bem conhecido pelos trabalhos realizados com a Cia. Furufunfum de São Paulo. O espetáculo conta com elenco de atores-circenses e uma banda composta por excelentes músicos que nos recepciona, num local privelegiado do teatro.


Seu Lé o domador (Marcelo Zurawski), ao lado de suas artistas Bituca e Rubi buscam alternativas para salvar o circo que está em decadência; A trupe teve de vender a lona para pagar as dívidas, parte dos artistas estão fazendo audição para um circo estrangeiro, e seus animais – a elefanta laranja e o urso bipolar - foram apreendidos sob falsa acusação de maus tratos.

Dois jovens malabaristas de farol são contratados por Seu Lé para manter o circo em funcionamento. Porém, tudo começa a se complicar quando surge o Inspetor Corta-Onda, estranho personagem que impedi os artistas do circo de apresentarem seus números como; o homem bala, a equilibrista que anda de costas na bicicleta, a cuspidora de fogo e muitos outros.

Somente com a chegada do professor Caichuva, um cientista irreverente que descobri célula-tronco de Dinossauro, surge a salvação do circo. No entanto ele é alimentado por um pó de crescimento e se torna um gigante que pode destruir de vez com o sonho dos artistas, mas no fundo o Dinossauro revela que quer apenas brincar.

E assim a alegria e a esperança voltam a se instalar no Circo do Seu Lé, por meio da brincadeira com o público, quando o Dinossauro joga para eles uma grande bola. E diante de nossos olhos se descortina a magia e o sentido da arte circense brasileira retratada nesse espetáculo que acontece no contado entre artistas e platéia.

É nesse momento que o Circo do Seu Lé se diferencia dos circos estrangeiros como por exemplo da companhia Canadense Cirque Du Soleil que opta por se comunicar com a platéia por meio do ilusionismo.

O espetáculo conta com uma assessoria pedagógica na elaboração do material gráfico para as crianças levarem para casa e também conhecerem a história do circo brasileiro, e se divertirem com brincadeiras de teatro.